Associação
Humanitária

Bombeiros de
Pinhal Novo

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Acta n.º 1 - 29.12.1952

Exposição da Comissão Fundadora:

"A sociedade moderna, com o seu constante aumento de população, carece que se constituam e se organizem Associações de caracter providencial e de benemerência. A nossa terra que prossegue no caminho do progresso, e com uma população que excede já os nove mil habitantes, tinha incontestavelmente necessidade de uma corporação de Bombeiros Voluntários, sentindo-se a Comissão Fundadora, sinceramente orgulhosa por poder levar hoje a efeito a primeira Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo.

Por este facto, que a comissão considera um acontecimento, confessa-se grata para com todas as pessoas que deram o seu apoio moral e material, que através de tanto trabalho e varias dificuldades, conseguisse a fundação de uma Associação Humanitária na nossa terra.

Com a criação de um corpo de Bombeiros, em Pinhal Novo, ficou praticamente defendido de qualquer emergência, não obstante os serviços que o mesmo poderá prestar à causa da humanidade.

Além disso; ficamos livres das maçadas e despesas, sempre que fosse necessário requisitar Bombeiros a outras localidades, visto que as actuais leis do nosso País não consentem que se realizem certas diversões sem a comparência do Bombeiro.

Todos estes factos levaram a comissão fundadora a um grande esforço, para que depois de um ano e meio de luta, conseguisse apresentar e V. Exªs. o que está à vista.

Para conhecimento da Assembleia, a comissão, comunica que em maio de mil e novecentos e cinquenta e um, data da nossa fundação, o Governo da Nação, subsidiou esta Associação com sessenta contos, a câmara Municipal, seis contos, referente ao imposto de incêndios, Sua Exª. o Sr. Samuel Lupi dos Santos Jorge, cinco contos, referentes a vários donativos três contos.

Todo este numerário encontra-se representado no recheio do nosso quartel.

Em fevereiro do corrente ano, a corporação dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, dispensaram-nos algum material, entre ele, uma Auto-Maca antiga numas condições favoráveis para a nossa corporação.

Em outubro ultimo, a comissão tomou o compromisso da aquisição de uma Auto-Maca, moderna e económica, cujo compromisso será satisfeito no prazo de três anos, ou mais se houver necessidade de prorrogar o prazo estipulado no contrato.

Já foram entregues dez contos e solicitado a Sua Exª. Senhor Subsecretário de Estado da Assistência Social um subsidio de vinte contos e com destino ao pagamento da mesma.

Resumindo: a comissão fundadora, é o que de momento pode informar e digníssima Assembleia."

-Samuel Lupi dos Santos Jorge, Sócio Benemérito.

Acta comemorativa do segundo aniversário

"Aos três dias do mês de Maio de mil novecentos e cinquenta e três, com a comparência das Direcções, Comandos e Corpos Activos dos Bombeiros Voluntários de Barreiro "Sul e Sueste", Moita, Montijo, Vendas Novas, Palmela e Setúbal e Comando e Direcção dos Bombeiros Voluntários Privativos da Companhia União Fabril, terminaram as festas comemorativas do segundo aniversário desta Corporação que já se vinham prolongando desde o dia um, data do aniversário. Como homenagem a prestar ao grande bombeiro Guilherme Gomes Fernandes, foi o seu busto colocado no nosso quartel, que depois d’uma sessão solene presidida pelo Comandante Sr. Manuel dos Santos, secretariado pelo Sr. Manuel Agostinho, vereador da Câmara Municipal de Palmela e pelo Sr. Oliveira secretário da Direcção dos Bombeiros voluntários de Setúbal e assistida por muito povo foi o referido busto descerrado pelo sócio mais novo desta corporação – o menino Luís Henrique B.Forte numero cento setenta e oito. Dando relevo ao acto usaram da palavra os Srs. Dr. Victor Manuel Portugal da Silveira, Capitão Cassar, como representação da Liga dos Bombeiros Voluntários de Portugal, Padre Jacinto Gonçalves Pedro e o nosso presidente da Direcção. Após a sessão solene foram feitos no largo fronteiro à Sociedade União Agrícola, exercícios de manobras pelos nossos bombeiros sob a direcção do sub-chefe Sr. Fonseca."

Acta n.º 4 - 5.1.1954

Por proposta de Joaquim Leitão, o ex-Comandante Francisco Joaquim Baptista é considerado Comandante Honorário, sendo-lhe oferecido o fardamento que usava quando em funções. A proposta é aprovada com 39 votos favoráveis, 20 contrários e 5 abstenções.

D. Maria Cândida dos Santos Jorge e Dr. José Ferreira Lopes, Sócios Beneméritos.


Acta n.º 6 - 12.2.1954

José da Costa Xavier, Comandante.

Diz-se ter havido lapso na aprovação, na última Assembleia, da proposta que considerou Francisco Joaquim Baptista Comandante Honorário.

É lido um documento do sócio Joaquim Leitão, que interroga a Direcção sobre diversas matérias e contesta globalmente a sua actuação.


Acta n.º 10 - 1.3.1956

Alude a um sorteio em curso para obtenção de fundos para novas instalações.

Acta º 12 - 15.3.1957

Anuncia-se a cedência de l.600 m2 de terreno no Bairro Santos Jorge, pela CMP, para o novo quartel.

Álvaro de Carvalho Cardoso, Presidente da CMP, Sócio Honorário.

Acta n.º 14 - 14.3.1958

Refere a mudança da sede para "o edifício do Sr. Francisco de Almeida Júnior, sito na Av. Doutor Oliveira Salazar, n.º 3"

Acta n.º 26 - 11.2.1966

Pela primeira vez não é apresentada lista de Candidatos à eleição para novos Corpos Gerentes.

É referida como muito difícil a situação financeira da Associação.


Acta n.º 27 - 18.3.1966

Primeira grande alteração dos Corpos Gerentes.

Acta n.º 29 - 15.4.1966

Sessão realizada nas instalações da Sociedade Filarmónica União Agrícola por se esperar a comparência de muitos sócios.

Criada uma comissão, constituída por Bernardino Tomé Galvão, António Jacob Abelho Franco, Manuel Romão Correia, António Fernandes Pereira e Francisco Pimentel, para "...analisar e inspeccionar as contas" da gerência anterior.

Diz-se que o número de sócios baixou de cerca de mil para cerca de quatrocentos, em virtude da ambulância ter passado a ser paga antecipadamente.


Acta n.º 29 - 22.4.1966

O relatório da Comissão revela incorrecções nas contas e estas não são aprovadas.

O Comandante José da Costa Xavier é contestado pela Assembleia.


Acta n.º 30 - 14.6.1966

Os Corpos Gerentes demitem-se em bloco;

A Direcção alega incompatibilidades várias com o Comandante José da Costa Xavier, que, nomeadamente, acusa de não prestar contas e não comparecer às reuniões;

As Contas da Gerência (de 22/4/1966 a 11/6/1966) foram aprovadas e o saldo de Caixa entregue à Junta de Freguesia.

Foi dado conhecimento da situação ao Governador Civil, à Junta Distrital e à Inspecção Geral de Incêndios, pedindo a intervenção oficial para resolver a situação;

É aprovado um voto de louvor ao Governador Civil de Setúbal "por sempre ter manifestado pela Associação o maior interesse e estima."


Acta n.º 3l - 23.11.1966


Os Corpos Gerentes demissionários reassumem funções a pedido do Governador Civil de Setúbal que "prometeu resolver todos os problemas que tinham originado a sua demissão.";

O Governador Civil de Setúbal anuncia o pedido de demissão do Comandante José da Costa Xavier;

Proposto à Direcção Geral de Incêndios o associado Luís Jorge Petinga para o cargo de Comandante do Corpo Activo da Associação.


Acta n.º 32 - 21.12.1966


A Direcção Geral de Incêndios confirma o associado Luís Jorge Petinga no cargo de Comandante do Corpo Activo da Associação.

É estabelecido um tarifário para a utilização das ambulâncias.


Acta n.º 34 - 29.3.1967 e 4.4.1967


Contas referentes ao ano de 1996 são aprovadas com uma ressalva relativa a documentos não apresentados pelo ex-Comandante José da Costa Xavier, conforme consta de uma declaração apresentada pela Direcção e confirmada no Relatório do Conselho Fiscal.


Acta n.º 35 - 15.12.1967


Membros dos Corpos Gerentes em exercício não manifestam desejo de prosseguir nos seus cargos em novo mandato. Pede-se aos associados que promovam contactos no sentido de se conseguir um novo elenco directivo.


Acta n.º 36 - 29.12.1967


A Assembleia mandata os sócios Álvaro José da Costa Tavares, Manuel Romão, Casimiro Gomes, António da Silva Atanásio, Jaime Pardelhas Bento e Manuel Modesto Cravinho, para tentar arranjar um novo elenco directivo.


Acta n.º 37 - 26.3.1968


Voto de louvor a Emílio Xavier Simões "pelo bom desempenho no cargo de Vice-Presidente da Direcção";

A Assembleia é informada de que as entidades oficiais competentes já tinham aprovado todas as contas anteriores da Associação;

É eleito um novo elenco directivo, constituído, afinal, na base do elenco anterior que, em grande medida reconsiderou a intenção de não se recandidatar.


Acta n.º 39 - 18.12.1968


Não há listas candidatas aos Corpos Gerentes.


Acta n.º 40 - 21.2.1969


Surge, finalmente, uma nova lista, cuja Direcção é encabeçada pelo Dr. Manuel Veríssimo da Silva, descrito, na ocasião, por Álvaro Tavares como "um ilustre filho da nossa terra".


Acta n.º 42 - 18.3.1969


Referida a necessidade de se avançar seriamente para a construção do novo quartel-sede.


Acta n.º 43 - 20.2.1970


O Presidente da Direcção diz que a sua gerência pretendeu dar prioridade à assistência, deixando a construção do novo quartel para outras gerências, "pois, sem uma assistência satisfatória podia relegar-se para segundo plano a construção do quartel."


Acta n.º 45 - 26.2.1971


Aprovado um voto de louvor ao associado António Agostinho Rodrigues Loureiro por ter "estado sempre ao serviço da corporação, a qualquer hora da noite ou do dia para conduzir a ambulância onde quer que fosse necessário", tendo muitas vezes "prejudicado a sua vida particular para servir a Associação."


Acta n.º 47 - 4.2.1972


O motorista permanente Domingos Berro foi louvado pelo seu "brio profissional, dedicação, espírito de sacrifício e cooperação demonstrada no desempenho das suas funções."

Também o Presidente da Câmara Municipal de Palmela foi alvo de um agradecimento sublinhado por "entusiástica e vibrante salva de palmas." A Direcção considera o Presidente da CMP "Homem dotado de qualidades de trabalho, dedicou-se com entusiasmo ao progresso do seu Concelho (...). A Direcção e Comando isenta de qualquer caracter adulatório muito lhe agradece (...)".


Acta n.º 50 - 7.2.1973


Voto de louvor ao associado Joaquim António Saboga Bencatel, "pelo esforço desenvolvido na angariação de sócios, (...) da sua acção tinha resultado a entrada de 96 novos sócios."

Realçado o auxílio prestado pelos associados Joaquim Berto, Joaquim Miranda e António Pedrosa Amado.


Acta n.º 52 - 7.3.1974


Agradecimento ao Ajudante de Comando António Agostinho "pelo denodado esforço (...) na direcção das obras do quartel."


Acta n.º 54 - 25.2.1975


Cedido terreno à UEP para instalação de um posto transformador "na condição da UEP fazer gratuitamente as baixadas do novo quartel e do parque infantil que se encontra a instalar pela Junta de Freguesia."


Acta n.º 55 - 25.3.1975 e 3.4.1975


A Direcção é autorizada a "contratar um empregado que se ocupe das tarefas administrativas."

Nomeados os associados Francisco Pimentel, António Macau, António Brinca Borralho, António Jacob Franco, Barão José Primo, António Agostinho Loureiro e José Manuel Simões, para tentar constituir uma lista de corpos gerentes.


Acta n.º 57 - 4.7.1975


Quota mínima aumentada para 10$00.

Presente na sessão o Comandante Honorário e fundador da Associação, Francisco Joaquim Baptista.


Acta n.º 62 - 24.2.1978


José Augusto Ismael Baltazar e António Agostinho Loureiro, Sócios Beneméritos

Anunciada a inauguração do novo quartel para 2.4.1978.


Acta n.º 64 - 16.3.1979 e 18.3.1979


1ª Assembleia Geral realizada no novo quartel. Assistiu à sessão Francisco Joaquim Baptista.


Acta n.º 66 - 11.3.1980


Anunciado o falecimento de Francisco Joaquim Baptista "(...) fundador, Comandante Honorário desta Associação e seu mais dedicado colaborador."

Aprovado um voto de pesar e guardado um minuto de silêncio.


Acta n.º 68 - 20.2.1981


Pela primeira vez na vida da Associação comparecem duas listas à eleição: lista "A", com Direcção presidida por Eugénio Dias Crispim e lista "B", com Direcção presidida por Mário Varandas Costa Correia. Venceu a lista "B" com 107 votos, contra 96 da lista "A".


Acta n.º 70 - 19.2.1982


Anunciada a cedência, pela Câmara Municipal de Palmela, de mais l84 m2 de terreno para ampliação da sede.


Acta n.º 72 - 9.10.1982 e 23.10.1982


Aprovado um Regulamento do Serviço de Ambulâncias.

Quota mínima aumentada para 30$00.


Acta n.º 73 - 18.2.1983


Comparecem duas listas a escrutínio: lista "A", com Direcção presidida por Joaquim Olívio Cabrita Marreiros e lista "B", com Direcção presidida por José Augusto Ismael Baltazar. Venceu a lista "A" com 120 votos, contra 36 da lista "B".


Acta n.º 77 - 1.3.1985


Comparecem duas listas a escrutínio: lista "A", com Direcção presidida por Joaquim M. Guerreiro Céguinho e lista "B", com Direcção presidida por António Alberto Pacheco de Almeida. Venceu a lista "A" com 119 votos, contra 66 da lista "B".


Acta n.º 81- 18.7.1986


Referidas acções disciplinares a vários bombeiros.

Quota mínima aumentada para 50$00.


Acta n.º 82 - 27.2.1987


Guardado um minuto de silêncio em memória do cantor e poeta José Afonso, recentemente falecido.

Referidas de novo acções disciplinares sobre vários bombeiros.

Comparecem duas listas a escrutínio: lista "A", com Direcção presidida por João Augusto Cunha Cabete e lista "B", com Direcção presidida por José Joaquim Madeira Amorim. Venceu a lista "A" com 110 votos, contra 13 da lista "B".


Acta n.º 84 - 26.2.1988


Referida a retirada de confiança da Direcção ao Comandante Joaquim Céguinho.


Acta n.º 86 - 6.7.1988


Joaquim Manuel Guerreiro Céguinho é expulso de sócio da Associação, por voto secreto, com 62 votos a favor e 29 contra.


Acta n.º 87 - 17.2.1989


Anunciada a adjudicação da obra de ampliação do quartel.


Acta n.º 89 - 18.11.89 e 30.11.1989


Quota mínima aumentada para 75$00.


Acta n.º 92 - 1.3.1991


Voto de louvor a agradecimento a Américo Silvestre, pelo seu zelo e dedicação ao trabalho e pela sua competência na área informática.

Voto de louvor e agradecimento à Comissão do Concurso Inter-Sócios dos Bombeiros, que, por imposição legal teve de cessar, tendo, entretanto, prestado um inestimável contributo à Associação.


Acta n.º 97 - 19.12.1992


Quota mínima aumentada para 100$00.


Acta n.º 101 - 19.11.1993


Quota mínima aumentada para 110$00.


Acta n.º 102 - 2.3.1994


Aprovada a criação do "Conselho Geral dos Bombeiros Voluntários de Pinhal Novo", órgão eventual, presidido pelo Presidente da Direcção em exercício e constituído por antigos membros dos Corpos Gerentes e do Corpo Activo, ou por pessoas cuja dedicação à causa o justifique.


Acta n.º 104 - 29.4.1994


Sócios Honorários todos os membros dos primeiros Corpos Gerentes da Associação e ainda António Ferreira da Costa, Eng.º Alberto Cardoso Barbosa de Matos, Câmara Municipal de Palmela e Governo Civil de Setúbal.


Acta n.º 107 - 13.12.1995


Quota mínima aumentada para 130$00; novos sócios 150$00.


Acta n.º 108 - 15.2.1996


Comparecem duas listas a escrutínio: lista "A", com Direcção presidida por Alberto de Sousa Ferro e lista "B", com Direcção presidida por José Carlos dos Prazeres Henriques. Venceu a lista "A" com 72 votos, contra 22 da lista "B".


Acta n.º 114 - 10.12.1998


A Assembleia "manifesta a sua alegria (...pelo) transcendente acontecimento de tão grande significado e projecção para Portugal e para a língua portuguesa.", que foi a atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago.

Quota mínima aumentada para l60$00. Novos associados 200$00. Criado o "Cartão Prateado" para quotas voluntariamente fixadas entre 500$00 e 1.000$00 e "Cartão Dourado" para quotas voluntariamente fixadas em valores superiores a 1.000$00.


Acta n.º 115 - 5.3.1999


«Aníbal de Sousa, Presidente da Assembleia Geral, apresentou um voto de felicitação e reconhecimento para com Américo Silvestre pelo seu empenho e dedicação, traduzida agora na abertura na Internet de uma página dos Bombeiros de Pinhal Novo, tendo sido aprovado por aclamação.»


Acta n.º 117 - 12.2.2000


António Xavier de Lima e Carlos Manuel Martins Rodrigues, Sócios Beneméritos.


Acta n.º 119 - 23.2.2001


Anunciada a criação de uma Comissão organizadora das comemorações do 50º aniversário da Associação.

Visitadas as obras em curso no Auditório (cuja inauguração se previa para 21.4.2001), no Arquivo Histórico e nos Vestiários/Balneários do Corpo Activo.

 

 

 
 


 


 

 

         
     
 
 

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